"Só sabe quem já perdeu. Sabe um pouco quem viu perder, outro pouco quem acompanhou a dor de quem perdeu. É um vazio impossível de preencher."
Pe Zézinho
Tarsila Poiares Carneiro da Silva nasceu aos 10 de setembro de 1975 e partiu através de um trágico acidente aos 11 dias do mês de março de 2012.
( Uma de suas últimas fotos em vida)
"Na terra foi querida e despertou amor e amizade em todos que a cercavam. Não esqueceremos da estima que devotava aos seus e dos doces momentos que compartilhamos. Com sua partida, vertemos nossas lágrimas em saudades e pedimos ao Senhor que a receba de braços abertos"
E ela foi...
Como já cantava o poeta Vinícius de Moraes: “Olha que coisa
mais linda, mais cheia de graça e ela menina que vem e que passa. Um doce
balanço ao caminho do mar.” Assim era Tarsila, uma Mulher com jeito de menina;
uma Mãe como jeito de amiga; uma Amiga com jeito de mãe. Sincera, espontânea e
transbordando bom humor, ela ia passando e conquistando a todos que tiveram o prazer
de conhecer a doce e sedutora, Tarsila.
Sempre linda de corpo e alma. Seus cabelos, longos e loiros
esvoaçam ao vento e seguiam o seu andar que mais parecia um flutuar, de tão
leve e suave. Seu charme, nato e sedutor, deixava muita mulher enciumada, isto
sem falar naquele lindo sorriso, que não cansava de ficar estampado em seu
delicado rosto desenhado por Deus.
Bom humor e alto astral, marcas registradas da pequena de
tamanho, mas grande de espírito. Assim era Tarsila, que sempre fazia de uma
música, uma trilha sonora daquele momento que de uma maneira ou de outra
marcava aquele fato em
especial. E o mais interessante é que ela com seu jeito
amável de ser contagiava a todos a seu redor, pois quando menos esperava,
estavam fazendo coro ao seu cantarolar.
Típica mulher do século XXI, mãe, esposa e com uma jornada
de trabalho pesada, já que se dividia em mais de uma empreitada o celular era
seu companheiro inseparável. Seus dedos longos e sábios como de uma pianista,
não cansavam de dedilhar mensagens encantadoras para as suas eternas musas, as
fihas, Luiza e Liz Maria. O que aliás, se orgulhava demais em ser fruto da
união do grande amor de sua vida - como sempre falava - meu primeiro namorado e
amante, Luizinho.
E mesmo assim ela foi. Deixando marcas jamais esquecidas de
tão intensas como tudo que fazia.
Saudades imensas e eternas...
De sua Amiga
Eloisa Seady