domingo, 4 de dezembro de 2016

Tributo ao escritor, poeta e teatrólogo Ferreira Gullar

Morre Ferreira Gullar, aos 86 anos



"O escritor, poeta e teatrólogo Ferreira Gullar morreu na manhã deste domingo, 4, no Rio de Janeiro, aos 86 anos. Gullar estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio com um quadro de insuficiência respiratória e pneumonia, apontada como a causa da morte. Informações sobre o velório encontram-se nos sites e jornais da mídia brasileira.


Um dos mais importantes literatos da história da literatura brasileira, Ferreira Gullar passeou por vários campos da expressão poética, literária e crítica, quase sempre com um forte tom político. Avesso a rotulações binárias, usualmente se colocava no sentido contrário ao do poder em questão."

Saiba mais sobre ele clicando aqui 


Bem da forma que estou pretendendo viver: Quero mais é ser feliz do que ter razão"

sábado, 3 de dezembro de 2016

"Prêmio Mulher Bonita 9"

Já estamos na nona edição do "Prêmio Mulher Bonita!" Portanto já são 90 amigas reais e virtuais  que carinhosamente estão sendo por nós homenageadas. Uma iniciativa partida de uma homenagem que recebi no facebook e que me motivou a fazer uma parceria com o site de coluna social Muriaé na Web com o intuito de homenagear algumas amizades que me enchem de orgulho, alegria e incentivos. É um PRÊMIO que julgo merecido pela beleza que emana de dentro de cada uma das homenageadas. Mulheres de fibra na conquista de seus sonhos e objetivos! "Para elas eu tiro o meu chapéu!"

Karina Torres

Maira Mattos

Carol Nobre

Solange Albuquerque

Luiziane Baldanza

Marília Galvão

Nathália Aquino

Norma Aparecida

Ana Paula Barguini

Rita Roriz

A todas e a cada uma em particular o meu carinho com gratidão pela amizade e respeito que me transmitem quanto a minha atual profissão no colunismo. Por este, e muitos mais motivos, que merecem a homenagem do site de coluna social "Muriaé na Web", com meus aplausos! 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Reflexão: A Arte de Ser Avó


Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...



Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.



Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.





Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...

No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café - café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.


E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade...


Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...

(O brasileiro perplexo, 1964.)

Rachel de Queiroz

CENTRO CULTURAL HÉLIO LOPES




O prédio onde se localiza a Biblioteca Pública Municipal Vivaldi Wenceslau Moreira e o Teatro Gregório de Mattos Guerra recebe a denominação de Centro Cultural Hélio Lopes. Constituído sob a gestão da Fundarte, o Centro será um espaço para articulação de projetos e outras ações contínuas para a difusão e divulgação do conhecimento, da arte e da cultura, além de fomentar eventos culturais de natureza erudita e popular, como festivais, mostras, encontros, feiras, seminários, mesas-redondas e debates de temas afins. Trata-se de um passo importante na política pública municipal para a Cultura.

Hélio Lopes, é um escritor nascido em Eugenópolis, mas que marcou a vida acadêmica em Muriaé tendo lecionado literatura na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santa Marcelina. Um homem do mundo, formou-se na USP em São Paulo, após deixar o hábito (era frade franciscano), tendo já lecionado cursos em várias faculdades a convite do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, com a Universidade de Roma, Itália, onde ficou dois anos.

ESTÚDIO MUNICIPAL DE AUDIOVISUAL DE MURIAÉ RECEBE DENOMINAÇÕES

O Estúdio Municipal de Audiovisual de Muriaé, a ser instalado no subsolo do Paço Municipal (antiga sede da Prefeitura, localizada na Praça Cel. Pacheco de Medeiros), teve seus estúdios de audiovisual e fotografia denominados na Câmara de Muriaé.  O Estúdio de Audiovisual recebeu a denominação de José Theodoro Pires Júnior e o Estúdio de Fotografia recebeu o nome de Hellem Silva.
O Estúdio Municipal de Audiovisual de Muriaé foi instituído em Lei, em 2014, com o objetivo de ser destinado a atender aos diversos segmentos musicais da cidade, como bandas, músicos independentes, corais e similares, a fim de alcançarem o mercado da música, oportunizando ensaios, gravações e comercializações de CDs, além de articular projetos e outras ações contínuas para difusão e divulgação dos segmentos de audiovisual e temas afins. O espaço, em obras, será destinado à integração de músicos, fotógrafos, produtores de áudios e vídeos, alunos das Escolas Municipais de Artes e artistas em geral.

José Theodoro Pires Júnior, que nomeia o Estúdio de Audiovisual, foi proprietário da Rádio Sociedade Muriaé (ZYD-2), tendo tido uma presença marcante na vida cultural e social de Muriaé nas décadas de 1940 até o início da década de 1970 quando faleceu, tendo aberto espaço em sua emissora para nomes significativos na produção cultural de Muriaé, como Jorge Barroca. José Theodoro foi diretor da Companhia Telefônica de Muriaé, vereador, presidente da Associação Comercial de Muriaé, dentre outras destacadas entidades do município. Também foi radio amador e presidente da Labre - Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão. É pai de Zulnara Pires, radialista e jornalista, que se destacou na apresentação de grandes eventos de Muriaé, como os festivais da canção, e avô do vocalista da Banda Zem, José Wilson e do atual presidente da OAB/Muriaé, Paulo Sérgio Pires do Amaral.


Já Hellem Silva, mais conhecido como Lelem, foi um dos pioneiros na arte da fotografia em Muriaé, tendo construído uma carreira em outras cidades, incluindo o Rio de Janeiro. Foi proprietário na cidade do Hellem Foto Studio, pelo qual registrou grandes momentos da vida cultural, social e política da cidade, nas últimas décadas do século XX, além de ter executado o ofício de perito fotográfico da polícia, de forma voluntária, durante muitos anos em Muriaé. 

Atenção para o que "Vai Rolar" neste 3 de dezembro:

Dentre os inúmeros eventos que a cidade nos oferece temos o prazer de recomendar  pra sua escolha:  Comemoração de aniversário do Teatro Belmira Villas Boas com o show "Deixa Clarear" e a "Garagem Cultural" na Vila Cavalier no Bairro Aeroporto


Garagem Cultural na Vila Cavalier no Bairro Aeroporto apresenta:


Vai Acontecer: XI Espetáculo da Escola Municipal de Dança - "O Século do Samba"


Agradeço muito feliz  o convite para o XI Espetáculo da Escola Municipal de Dança Jorge Rodrigues Barroca e confirmo minha presença.